Quando o esquecimento é sinal de algo mais sério

Esquecer faz parte da vida. Todo mundo já perdeu as chaves ou esqueceu onde deixou o celular. Isso é comum e costuma estar ligado à rotina, ao cansaço ou ao excesso de estímulos.

Mas existem situações em que o esquecimento muda de padrão. Ele fica mais frequente. Ele fica mais intenso. Ele passa a afetar tarefas simples. Quando isso acontece pode ser o cérebro pedindo atenção. Esse é o momento de investigar com um neurologista.

Procure avaliação médica especializada sempre que notar alterações persistentes de memória.

O que é considerado esquecimento normal

Algumas situações são esperadas no dia a dia. Entre elas:

  • Esquecer onde colocou um objeto e lembrar poucos minutos depois.  
  • Demorar para recordar um nome e lembrar ao longo do dia.  
  • Perder o foco quando há muito estresse ou pouco sono.  
  • Falhar em informações recentes por acúmulo de estímulos.

Esses episódios não comprometem a vida diária. Não atrapalham a autonomia e não costumam piorar com o tempo.

Quando o esquecimento merece atenção

Aqui entram sinais que fogem do padrão. Costumam aparecer de forma repetitiva e podem indicar alterações neurológicas.

Alguns exemplos importantes:

  • Repetir a mesma pergunta várias vezes no mesmo dia.  
  • Esquecer nomes muito próximos como os de familiares.  
  • Trocar palavras simples ou confundir objetos.  
  • Perder-se em trajetos conhecidos.  
  • Dificuldade para organizar tarefas que antes eram fáceis.  
  • Esquecer compromissos importantes de forma recorrente.  
  • Desorientação em datas, horários ou locais.  
  • Mudanças de comportamento e irritabilidade sem motivo claro.

Procure avaliação médica especializada caso esses sinais apareçam.

Figura 2. Desorientação leve com chave.
Figura 2. Desorientação leve com chave.

O que pode causar esse tipo de esquecimento

O cérebro pode falhar por diferentes razões. As mais comuns são:

  • Alterações vasculares como microinfartos silenciosos.  
  • Doenças neurodegenerativas como Alzheimer ou Parkinson.  
  • Distúrbios metabólicos como deficiência de vitaminas.  
  • Distúrbios do sono como apneia não tratada.  
  • Depressão e ansiedade com impacto cognitivo.  
  • Efeitos colaterais de medicamentos.  
  • Desequilíbrios hormonais.  
  • Inflamações crônicas com impacto cerebral.

Nem todo esquecimento grave é Alzheimer. Em muitos casos existe tratamento capaz de melhorar a memória. Quanto mais cedo o diagnóstico maior a chance de preservar a função cerebral.

Como é a investigação neurológica

A avaliação costuma incluir:

  • Entrevista clínica detalhada.  
  • Testes cognitivos específicos.  
  • Exames de imagem como ressonância ou tomografia quando necessário.  
  • Avaliação nutricional quando existe suspeita de inflamação cerebral.  
  • Análise de fatores de risco vasculares.  
  • Acompanhamento interdisciplinar.

A Interneuro integra neurologia, neurocirurgia, neuropsicologia e neuronutrição. Esse modelo permite um entendimento completo das causas do problema e um planejamento de cuidado seguro e personalizado.

Como proteger a memória no dia a dia


Algumas medidas ajudam na preservação cognitiva:

  • Dormir bem e manter rotina regular.  
  • Praticar atividade física frequente.  
  • Reduzir inflamação através de alimentação adequada.  
  • Controlar pressão arterial, colesterol e glicemia.  
  • Estimular o cérebro com leitura e aprendizagem.  
  • Manter interação social.  
  • Evitar álcool em excesso e tabaco.

Quando procurar ajuda na Interneuro

Busque atendimento quando:

  • O esquecimento interfere na rotina.  
  • Há mudança de comportamento.  
  • A fala se torna confusa.  
  • Há perda de localização.  
  • A repetição de perguntas se torna diária.  
  • A família percebe que algo mudou.

Se houver dúvida utilize a Triagem NeuroJá para orientação inicial.

Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui avaliação médica individual. Em caso de sintomas neurológicos procure atendimento especializado.

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Dr. Orlando Maia

Dr. Orlando Maia

Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos em 1995, Dr. Orlando Maia é especialista em neurorradiologia intervencionista, membro titular da World Federation Neuroradiology, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro e vice-presidente do Congresso Brasileiro de Neurocirurgia 2026.

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