Mal de Parkinson é hereditário?

A doença de Parkinson, conhecida pelos tremores, rigidez nas articulações e lentidão nos movimentos, ainda gera muitas dúvidas entre pacientes e familiares.

Segundo o Instituto Americano de Distúrbios Neurológicos e Derrames, apenas de 15% a 25% das pessoas com Parkinson têm casos na família. Apesar de fatores genéticos influenciarem, isso não significa que a mutação será transmitida de pais para filhos. Além disso, mesmo quem possui genes relacionados à doença pode não a desenvolver.

A doença ocorre quando há morte de células que produzem dopamina, neurotransmissor responsável por controlar os movimentos do corpo. Embora a redução de dopamina seja comum com o envelhecimento, no Parkinson isso acontece de forma acelerada. As causas ainda são investigadas, mas acredita-se que envolvam fatores genéticos, ambientais e hábitos de vida, sendo que apenas 10% a 15% dos casos estão associados diretamente a alterações genéticas.

Não há uma forma garantida de prevenir o Parkinson. Mesmo ao identificar predisposições genéticas, ainda não existem tratamentos capazes de evitar o surgimento da doença. No entanto, manter uma alimentação balanceada, rica em vitaminas e antioxidantes, e praticar exercícios regularmente são hábitos que contribuem para um envelhecimento saudável, beneficiando também a saúde do cérebro.

O Parkinson geralmente afeta pessoas acima de 60 anos. Casos em jovens são raros, com apenas 2% das pessoas apresentando a doença antes dos 40 anos, conhecida como início precoce. Nesse grupo, a progressão costuma ser mais lenta, e os sintomas iniciais, como rigidez e movimentos involuntários, podem se diferenciar. Apesar disso, jovens com Parkinson conseguem manter uma vida ativa por mais tempo, com menor impacto cognitivo e funcional.

Atualmente, não há cura para o Parkinson, que é uma condição crônica. No entanto, tratamentos medicamentosos e cirúrgicos ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Além disso, terapias como fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia são frequentemente indicadas para lidar com as mudanças nas habilidades motoras e manter a funcionalidade por mais tempo.

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Dr. Orlando Maia

Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Campos em 1995, Dr. Orlando Maia é especialista em neurorradiologia intervencionista, membro titular da World Federation Neuroradiology, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia e da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro e vice-presidente do Congresso Brasileiro de Neurocirurgia 2026.

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